Arquivo da categoria: Haiti

Melhoria das condições de vida em acampamentos

Além de cuidar da promoção da higiene, a CARE fornece itens de higiene básica para os haitianos ainda vivendo em acampamentos. Em Aujecad, por exemplo, a CARE construiu 14 latrinas, oito para mulheres e seis para homens. A separação mantém a privacidade.

A CARE também construiu ali dois chuveiros, que são basicamente armações de madeira cobertas com lonas de plástico. As pessoas podem entrar com um balde de água e limpar-se. Parece pouco mas, nessas condições de superpopulação dos acampamentos, a construção de locais privados para tomar banho é uma significativa melhoria nas condições de vida.

A CARE e a comissão de saúde do acampamento designaram ainda uma pessoa que mantém tudo arrumado e garante que haja sabão nas estações de lavagem de mãos. Estes auxiliares ganham cerca de cinco dólares por dia. A CARE também oferece vassouras, máscaras, luvas e detergente para manter a limpeza dos banheiros.

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Educadores, pais e crianças mobilizados pela promoção da higiene

Crianças têm participado em atividades de promoção de higiene promovidas pela CARE no Haiti, que divulga informações às comunidades haitianas para se protegerem de doenças e enfermidades. Isso é feito com visitas em domicílio, mensagens de rádio e oficinas.

A CARE treina os educadores para falar sobre higiene corporal adequada, como evitar doenças como malária e diarréia e como coletar, transportar e armazenar água com segurança.

Para certificar-se de que estas mensagens cheguem a todos, a CARE apoia a formação de clubes de mães e filhos. Nos clubes, a população discute questões de higiene e segurança e ensinam uns aos outros o que aprenderam. Equipes da CARE também organizam sessões públicas de vídeos que ilustram o comportamento de higiene adequada.

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Vozes do Haiti: Gellia Voltaire

Gellia Voltaire, de 63 anos, senta-se em um colchão em seu abrigo recém-construído em Astek. Vestindo um casaco de médico que ela comprou em um mercado local, ela parece quase sumir na roupa. “Eu costumava ser bem gordinha”, diz ela, com um sorriso. “Mas desde o terremoto, eu só fiquei mais magra e mais magra. A vida era muito dura, mas agora eu tenho uma casa e estou ganhando peso novamente”. Ela ri e esfrega a barriga.

A CARE prioriza os mais vulneráveis na ajuda emergencial: viúvas, doentes crônicos e famílias chefiadas por mulheres. Quando Gellia foi selecionada para receber um abrigo transitório, ela precisava organizar cinco voluntários para ajudá-la. A CARE fornece os materiais e dois carpinteiros treinados para dar suporte à construção. “Os carpinteiros não pediram nada, eles só vieram e me ajudaram.” Gellia ainda parece surpresa pelo serviço gratuito. Ela insiste: “Eles nem sequer pediram um copo de água!”

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Vozes do Haiti: Rose-Carmelle

(Mildrède Béliard/CARE)

Rose-Carmelle tem apenas 18 anos, mas desde o terremoto ela é a chefe de sua família, com duas irmãs mais novas. Seu tio levou-as para viver em seu abrigo transitório, se esforçando para prover comida a elas. Mas estudar está definitivamente fora de alcance: não há dinheiro suficiente para taxas.

“Eu preciso de apenas mais um ano para terminar a escola. Mas as minhas irmãs estão apenas começando. Elas têm de continuar a sua educação, não importa quão alto seja o custo. Se eu não tivesse aprendido a ler, não teriam me escolhido como líder da equipe para este projeto. E agora vou ganhar um pouco mais do que os outros”, diz Rose-Carmelle, uma das pessoas beneficiadas pelo programa de Pagamento por Serviços. O programa ofereceu a 5.000 pessoas em 39 acampamentos de Carrefour um emprego temporário para a remoção de resíduos do terremoto.

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Haiti, um ano depois

(Sabine Wilke/CARE)

Um ano depois do terremoto que custou mais de 220 mil vidas, o povo haitiano ainda passa por grandes necessidades. Mas uma delas, frequentemente negligenciada, é hoje fundamental: uma participação significativa na reconstrução do seu país. A CARE trabalha em plano de reconstrução ouvindo as vozes, principalmente, de mulheres e jovens do Haiti.

Aproveitando o marco, publicamos em nosso site um balanço de nossas ações. Aqui, pelo blog, você acompanha nesta semana algumas histórias de pessoas que foram beneficiadas pelo trabalho da CARE, que só foi possível graças à doação de pessoas e empresas, que acreditam e apoiam nosso trabalho.

Leia no site:

Haiti um ano após o terremoto

Estatísticas da CARE em ajuda humanitária e reconstrução do Haiti

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Natal no Haiti: nada é mais o mesmo

No último Natal, as famílias no Haiti estavam comemorando o feriado em suas casas e apartamentos, desejando que o Ano Novo trouxesse estabilidade e prosperidade. Na segunda semana de janeiro, tudo mudou. Em 12 de janeiro de 2010, a terra tremeu por 35 segundos e trouxe morte e destruição na capital Porto Príncipe e nas comunidades vizinhas. Neste Natal, é hora de tomar um grande fôlego. Mas como será celebrar entre as ruínas do passado?

Não chore Papai Noel!

O clima é ruim, as árvores estão frias.

É véspera de Natal e…

As folhas molhadas viram Papai Noel chorando.

Então, para vê-lo sorrir elas fizeram uma promessa

Enviar este poema a todas as crianças do mundo.

Para aqueles que não têm casa, nem presentes.

Que eles possam encontrar, no próximo Natal,

O azul do céu em seus olhos,

a sua quota de amor em um mundo de cuidado.

Cheio de nuvens, perfumado de felicidade

onde as aves de todas as cores

vêm dar suaves bicadas em seus pequenos corações.

Não chore Papai Noel,

Nós te amamos muito!

Michaëlle Aubry, da equipe da CARE

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Uma mochila no ombro, um sorriso no rosto

Por Mildrède Beliard, CARE Haiti

Elas formam uma multidão animada no pátio da escola ‘Collège de Rémy Jean Lemec’. As crianças, com idade entre 6 e doze anos, já conhecem a equipe da CARE, que está ali para fazer a distribuição de materiais escolares: muitas delas participaram de sessões de apoio psicológico com seus pais, outras ainda lembram dos palhaços que visitaram os acampamentos há duas semanas.

Quando Lesly Guerrier, Verlaine Fleurantus e Sophonie Mondélus – da equipe de Apoio Psicossocial da CARE chegam, as crianças estão de repente mais do que felizes em sentar-se e seguir as instruções. “Vamos chamá-los pelo nome. Então, vocês têm que fazer uma fila e esperar até que sejam orientados a se dirigir ao homem parado ao lado do caminhão. Depois de ter recebido sua mochila, você pode voltar para seus pais.”

As meninas são chamadas primeiro e formam uma linha ordenada. Algumas delas estão com um grande sorriso no rosto, outras apenas irradiam esperança. Barbara Clervil tem 8 anos de idade: “Eu não sei o que está nesta mochila, mas eu seria feliz mesmo só de ter a mochila para que eu possa finalmente voltar para a escola”.

Algumas dessas crianças começaram a escola em setembro, mas muitos ainda não têm os meios para fazê-lo. As taxas escolares, livros, lápis, uniforme escolar e, claro, a própria mochila, são custos que muitos pais não podem pagar, especialmente depois de terem perdido quase todos os seus pertences no terremoto.

Para muitas crianças, esta mochila representa nada menos que um futuro novo e brilhante.

Olson Tillien tem 12 anos e planeja pintar fotos de belos barcos com o seu novo kit de desenho. “Gosto de estar em um barco, eu amo o mar, a pesca, sentir o ar correndo pelos meus dedos. Vou fazer os desenhos e vendê-los no Natal, para comprar um brinquedo para mim”.

No meio de toda a euforia, Mariette Joseph, de 35 anos, tenta chamar atenção para a sua filha. Angenica Rômulo tem 6 anos de idade. Ela frequenta a escola, está aprendendo a escrever e possui dicção perfeita quando se apresenta, o que é notável para uma menina tão jovem. A única coisa que a distingue das outras crianças: ela só tem três dedos em cada mão. “Eu nasci assim”, explica. “Eu tinha uma irmã gêmea para quem dei os meus outros dedos, mas ela morreu.” Angenica orgulha-se de nos mostrar como ela consegue segurar o lápis e desenhar círculos e quadrados.

Hoje foi definitivamente um Natal antecipado. “Eu nunca vi tantas crianças felizes em um só lugar”, afirmou Johnny Colt, um jornalista norte-americano que presenciou a distribuição.

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