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Melhoria das condições de vida em acampamentos

Além de cuidar da promoção da higiene, a CARE fornece itens de higiene básica para os haitianos ainda vivendo em acampamentos. Em Aujecad, por exemplo, a CARE construiu 14 latrinas, oito para mulheres e seis para homens. A separação mantém a privacidade.

A CARE também construiu ali dois chuveiros, que são basicamente armações de madeira cobertas com lonas de plástico. As pessoas podem entrar com um balde de água e limpar-se. Parece pouco mas, nessas condições de superpopulação dos acampamentos, a construção de locais privados para tomar banho é uma significativa melhoria nas condições de vida.

A CARE e a comissão de saúde do acampamento designaram ainda uma pessoa que mantém tudo arrumado e garante que haja sabão nas estações de lavagem de mãos. Estes auxiliares ganham cerca de cinco dólares por dia. A CARE também oferece vassouras, máscaras, luvas e detergente para manter a limpeza dos banheiros.

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Educadores, pais e crianças mobilizados pela promoção da higiene

Crianças têm participado em atividades de promoção de higiene promovidas pela CARE no Haiti, que divulga informações às comunidades haitianas para se protegerem de doenças e enfermidades. Isso é feito com visitas em domicílio, mensagens de rádio e oficinas.

A CARE treina os educadores para falar sobre higiene corporal adequada, como evitar doenças como malária e diarréia e como coletar, transportar e armazenar água com segurança.

Para certificar-se de que estas mensagens cheguem a todos, a CARE apoia a formação de clubes de mães e filhos. Nos clubes, a população discute questões de higiene e segurança e ensinam uns aos outros o que aprenderam. Equipes da CARE também organizam sessões públicas de vídeos que ilustram o comportamento de higiene adequada.

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Cólera se espalha pelo Haiti

Ministério da Saúde publicou mensagens para prevenção e tratamento de doenças. Agências de ajuda humanitária fazem a distribuição entre a população (Foto: Sabine Wilke / CARE)

De acordo com o último relatório que recebemos da CARE no Haiti, de 23/10, o número de mortes causadas pela cólera chegou a 1344, com 23.377 casos de hospitalização. Desde o início do surto, o número total de casos de cólera é de  56.901.

Novos casos da doença foram identificados na região Sudeste do país, elevando para oito o número total das áreas afetadas (Sudeste, Artibonite, Centro, Oeste, Noroeste, Nordeste, Sul e Norte).

A CARE já beneficiou com suas ações 165.909 pessoas, por meio de campanhas de sensibilização, distribuição de itens básicos e ações relacionadas à água e saneamento.

Entre os desafios, estão:

  • O medo de contrair a cólera – as pessoas evitam ir aos hospitais
  • Relutância crescente entre a população de beber água proveniente de poços – mesmo água clorada
  • O aumento de casos no Noroeste
  • As eleições que se aproximam, com manifestações políticas ocorrendo numa base mais regular e tensões aumentando

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Furacão Tomás se aproxima do Haiti

O Ministério da Saúde do Haiti reportou no último dia 30/10, sábado,  337 mortes e 4.764 casos de hospitalização devido ao surto de cólera no país. Sabão e sachês de purificação de água, que são usados para tratar água com sedimentos, são materiais urgentemente necessários.

As autoridades e as organizações de ajuda humanitária trabalham ainda com a possibilidade do furacão “Tomás” atingir a região na próxima semana.

A CARE Haiti desenhou uma estratégia de resposta à emergência e já começou os esforços de mobilização para garantir os recursos necessários para implementar as atividades planejadas:

  • Divulgação de informações sobre a cólera e prevenção na área de Artibonite;
  • Apoio a dois centros de saúde e 17 estruturas menores para preencher as lacunas do setor de saúde
  • Participação em campanhas de sensibilização e prevenção da cólera em Leogane e Carrefour

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Água, mulheres e direitos básicos

Foto: CARE Brasil

  • As mulheres são as mais afetadas pela escassez de água em todo o mundo – mais da metade dos 1,2 bilhões de pessoas que não têm acesso à água no mundo são mulheres e meninas
  • Na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres são responsáveis pela gestão da água em nível doméstico e da comunidade. Estima-se que mulheres e meninas passem mais de oito horas por dia andando entre 10 e 15 quilômetros em busca do recurso
  • Estima-se que em 2025, quase dois terços da população mundial deverá vivenciar algum tipo de estresse hídrico. Para um bilhão de pessoas, a escassez de água será grave e socialmente disruptiva

Neste dia 15/10/2010, a CARE Brasil aproveita o Blog Action Day 2010 sobre o tema água para destacar a história real de uma pessoa que vive, em situação de vulnerabilidade, a dificuldade de acesso à água.

Catarina Gonçalves Wenceslau, uma moradora de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, encontra forças para viver mesmo sem este que é um dos recursos básicos a qualquer ser humano.

LEIA em nosso site: www.care.org.br/noticias/acesso-a-agua e conheça o trabalho da CARE Brasil para apoiar famílias como a de Catarina.

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Gestão comunitária das águas

Kit de análise de água, que será utilizado para atividade prática (Marina Spirandelli/CARE Brasil)

A CARE Brasil irá realizar em São Gonçalo o curso Gestão Comunitária das Águas, com o objetivo de diferenciar o processo de gestão normalmente aplicado em empresas governamentais ou privadas, destacando um processo sustentável e participativo de gerenciamento comunitário do recurso.

Dentro do conteúdo serão abordados, das 10h às 18h, aspectos relacionados à legislação, normas e ao processo de gestão dos recursos hídricos. “Queremos fornecer informações que facilitem o planejamento de ações e a utilização de tecnologias sociais voltadas para a minimização de problemas ambientais e para a implementação do desenvolvimento sustentável local”, conta Marcelo Aranda Stortti, analista de projetos da CARE Brasil no Rio de Janeiro, que será um dos docentes do curso juntamente com a consultora da CARE Brasil Jacilea da Silva Santos.
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O curso também promoverá atividades em mais três dias, com a apresentação de três estudos de caso que ilustram a aplicação desses conceitos: “Trabalhando em rede sociais  comunitárias, experiência da Maré (RJ) e do Bairro Olavo Bilac (Duque de Caxias); “Comitê da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara”; “Projeto Comunidades em Ação nas Microbacias: Comitê de Bacia e Consórcio Ambiental Lagos São João”.
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Conheça a história de Catarina, cozinheira da creche do Palmeiras

Catarina na creche comunitária do Palmeiras, em São Gonçalo, hoje desativada

Catarina Gonçalves Wenceslau parece não tirar o sorriso do rosto nunca, apesar da vida cheia de dificuldades.

Ela é cozinheira e educadora da creche comunitária do Palmeiras, um dos bairros mais desassistidos de São Gonçalo. A creche está com as atividades suspensas desde o começo de abril, quando foi invadida pelas águas da enchente. Catarina perdeu duas vezes: está sem trabalhar até que o serviço seja reestabelecido e ainda leva na memória o trauma de ter abandonado a sua casa cheia d’água para ir com a família para um abrigo.

Em sua casa, também no Palmeiras, onde vive há 21 anos, já passaram a mãe, o irmão e a irmã. Catarina cuidou de todos, encarando problemas que incluíram alcoolismo e complicações decorrentes da Aids. Nessa história, ganhou mais dois filhos, os sobrinhos William, de 15 anos, e Alexandro, de 17, que vivem com ela desde pequenos. A família se completa com seu filho biológico, a nora, grávida, e a neta de seis anos.

Na casa de Catarina, a água não chega pelo serviço municipal há 4 anos. “Quando não sobra um dinheirinho para comprar galão de água de 10 litros, para beber e cozinhar, conto com a água da chuva mesmo! Eu até tenho a borracha, mas não tenho de onde puxar a água”, conta a educadora.

No dia 14/5, a CARE Brasil entregou 1.000 litros de água na casa de Catarina. A ajuda emergencial, pelas suas contas, vai render um abastecimento para 5 dias. Nesse período, Catarina e sua família vão viver plenamente, tendo acesso a um direito que deveria ser básico e de todos.

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