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Água, mulheres e direitos básicos

Foto: CARE Brasil

  • As mulheres são as mais afetadas pela escassez de água em todo o mundo – mais da metade dos 1,2 bilhões de pessoas que não têm acesso à água no mundo são mulheres e meninas
  • Na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres são responsáveis pela gestão da água em nível doméstico e da comunidade. Estima-se que mulheres e meninas passem mais de oito horas por dia andando entre 10 e 15 quilômetros em busca do recurso
  • Estima-se que em 2025, quase dois terços da população mundial deverá vivenciar algum tipo de estresse hídrico. Para um bilhão de pessoas, a escassez de água será grave e socialmente disruptiva

Neste dia 15/10/2010, a CARE Brasil aproveita o Blog Action Day 2010 sobre o tema água para destacar a história real de uma pessoa que vive, em situação de vulnerabilidade, a dificuldade de acesso à água.

Catarina Gonçalves Wenceslau, uma moradora de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, encontra forças para viver mesmo sem este que é um dos recursos básicos a qualquer ser humano.

LEIA em nosso site: www.care.org.br/noticias/acesso-a-agua e conheça o trabalho da CARE Brasil para apoiar famílias como a de Catarina.

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Somos fortes e podemos nos erguer novamente

Mildrède Béliard, National Communications Coordinator

Mildrède Béliard, CARE Haiti

Um perfil de Mildrède Béliard, responsável pela Comunicação da CARE Haiti

Compartilhar histórias de haitianos que ainda lutam pela sobrevivência seis meses após o terremoto de 12 de janeiro é uma parte crucial do trabalho da CARE para ajudar a reconstruir uma nação. A mulher que conduz os esforços de levar essa informação para o mundo poderia facilmente escrever um livro sobre sua própria vida.

Mildrède Beliard, de 32 anos, irradia uma energia contagiante que revela seu espírito generoso e sua dedicação para fazer a diferença. A jornalista se juntou a CARE Haiti há quatro meses, pouco depois do terremoto. E acredita profundamente em sua missão. “É mais do que um emprego”, diz ela, sorrindo. “É um investimento pessoal.”

Suas atribuições incluem documentar a resposta à emergência e os programas de desenvolvimento de longo prazo da CARE em palavras e imagens; e recolher histórias pessoais para compartilhar com os jornalistas e pessoas de todo o mundo. “Minha primeira experiência marcante foi uma entrevista com uma adolescente que tinha sido violada”, diz ela. Mildrède ouviu e confortou a moça,  sentido-se encorajada em sua própria determinação para lutar pelo futuro.

“Ser parte ativa me ajudou a começar de novo, para recuperar a confiança em mim. Eu não estou sozinha.” Mildrède poderia facilmente ter desistido após o terremoto. A casa de sua família, que sua mãe viúva tinha lutado tanto tempo para conseguir, foi destruída. Ela passou muitas horas à procura de sobreviventes nos escombros de sua vizinhança.

Mildrède diz que gostaria que os jovens do Haiti tivessem voz no futuro de sua nação, para ter espaço para se expressarem e dedicarem-se ao futuro. A força de caráter demonstrada por muitos haitianos em face do desastre lhe dá esperança. “Estamos excepcionalmente fortes e nós podemos nos erguer novamente”.

Mildrede na casa onde ela e sua família estão abrigados desde janeiro, em Porto Príncipe (Natasha Fillion/CARE)

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Conheça a história de Catarina, cozinheira da creche do Palmeiras

Catarina na creche comunitária do Palmeiras, em São Gonçalo, hoje desativada

Catarina Gonçalves Wenceslau parece não tirar o sorriso do rosto nunca, apesar da vida cheia de dificuldades.

Ela é cozinheira e educadora da creche comunitária do Palmeiras, um dos bairros mais desassistidos de São Gonçalo. A creche está com as atividades suspensas desde o começo de abril, quando foi invadida pelas águas da enchente. Catarina perdeu duas vezes: está sem trabalhar até que o serviço seja reestabelecido e ainda leva na memória o trauma de ter abandonado a sua casa cheia d’água para ir com a família para um abrigo.

Em sua casa, também no Palmeiras, onde vive há 21 anos, já passaram a mãe, o irmão e a irmã. Catarina cuidou de todos, encarando problemas que incluíram alcoolismo e complicações decorrentes da Aids. Nessa história, ganhou mais dois filhos, os sobrinhos William, de 15 anos, e Alexandro, de 17, que vivem com ela desde pequenos. A família se completa com seu filho biológico, a nora, grávida, e a neta de seis anos.

Na casa de Catarina, a água não chega pelo serviço municipal há 4 anos. “Quando não sobra um dinheirinho para comprar galão de água de 10 litros, para beber e cozinhar, conto com a água da chuva mesmo! Eu até tenho a borracha, mas não tenho de onde puxar a água”, conta a educadora.

No dia 14/5, a CARE Brasil entregou 1.000 litros de água na casa de Catarina. A ajuda emergencial, pelas suas contas, vai render um abastecimento para 5 dias. Nesse período, Catarina e sua família vão viver plenamente, tendo acesso a um direito que deveria ser básico e de todos.

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