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CARE Brasil realiza 8 oficinas com 700 participantes em Teresópolis

Mais de 700 pessoas participaram das oficinas realizadas pela CARE Brasil

A CARE Brasil realizou um importante trabalho de mobilização comunitária nos três distritos do município de Teresópolis (na região serrana do Estado do Rio de Janeiro): Paquequer, Bonsucesso e Vieira. Com o objetivo de fortalecer os movimentos sociais e grupos organizados locais e estabelecer uma parceria com eles, a equipe técnica local da ONG realizou várias reuniões comunitárias com as lideranças para o planejamento de oficinas e da distribuição de kits com roupas de cama e banho.

Ao todo, mais de 700 pessoas participaram das 8 oficinas realizadas na cidade: 2 nos abrigos Acolher e Ginásio Pedrão e 6 nos bairros de Granja Florestal, Caleme, Santa Rita, Vieira, Três Córregos e Pessegueiros. As oficinas abordaram temas como cuidados básicos com a saúde, direitos humanos e cidadania, preparação para futuros desastres, a mulher no contexto das enchentes e estímulos para alívio das perdas e contaram com o apoio de 30 líderes comunitários, que também foram mobilizados para incentivar a formação de redes de redução de riscos de desastres.

567 famílias de Teresópolis receberam kits com roupas de cama e banho

Nos últimos meses a CARE Brasil realizou um trabalho intenso de cadastramento das famílias em situação de vulnerabilidade, que foram afetadas pelas enchentes de 12 de janeiro. Foram realizadas mais de 30 visitas aos locais afetados e o cadastro das famílias contou com o apoio da Secretaria Municipal dos Direitos da Mulher, de presidentes de associações de moradores e de líderes comunitários. 567 famílias de Teresópolis receberam os kits com roupas de cama e banho, totalizando aproximadamente 2.268 pessoas beneficiadas.

“Todos aqui estão alegres com o apoio que a CARE Brasil vem nos dando, porque realmente as pessoas são muito carentes. Muitos morreram no desastre aqui da região. Ao todo foram 63 pessoas mortas e nove desaparecidas. Muitas pessoas ainda vivem em casas de parentes e abrigos, enquanto outros esperam pelo aluguel social, mas não estão conseguindo receber. Aí não têm como pagar por uma casa e acabam voltando para as suas casas antigas, destruídas, que foram atingidas pelas enchentes e deslizamentos”, contou Waldir Paulino Vieira da Costa, Presidente da Associação de Moradores da Fazenda Alpina, Santa Rita, Arrieiro e Holliday; e Presidente da Federação das Associações de Moradores do Município de Teresópolis.

Atividade de uma das oficinas

Também foram realizadas diversas reuniões com lideranças comunitárias locais e agentes da defesa civil municipal, para apoiar a realização de uma pesquisa sobre redução de riscos de desastres (RRD) orientadas por pesquisadores do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED) da Universidade Federal de Santa Catarina, que elaborou um diagnóstico com essa pesquisa. O estudo do CEPED será divulgado em breve e irá nortear o desenvolvimento de futuras ações da CARE Brasil para a capacitação das lideranças comunitárias e políticas locais, a fim de reduzir os riscos de desastres e fortalecer a população local aumentando sua resiliência e criando comunidades mais seguras e conscientes.

Érica Vargas, Secretária Municipal dos Direitos da Mulher

Todas as ações realizadas pela CARE Brasil contaram com o apoio de valiosas parcerias locais, como a Secretaria dos Direitos da Mulher, que levou às oficinas representantes de sua equipe, incluindo a própria Secretária municipal, Érica Vargas, para uma breve exposição sobre as políticas públicas em atenção às mulheres de Teresópolis; Federação das Associações dos Moradores e das Entidades Associativas do Município de Teresópolis; Associação de Moradores de Vieira; Centro Comunitário do Vale Alpina; Associação de Moradores do Vale da Revolta; Associação de Moradores do Caleme; Associação de Moradores do Campo Grande; Associação de Moradores do Cascata do Imbuí; Associação de Moradores de Três Córregos; Associação de Moradores de Providência; Associação de Moradores em Ponte Nova; Associação de Moradores de Pessegueiros; Igreja Católica da Granja Florestal; Igreja Católica do Caleme; Igreja Evangélica Sal da Terra de Pessegueiros; Igreja Metodista Wesleyana do Bairro São Pedro; e do Abrigo Acolher da Igreja Batista da Barra do Imbuí.

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Moradores mobilizam-se para reconstruir creches em São Gonçalo (RJ)

A CARE Brasil divulgou este mês a planta do projeto de construção da nova creche comunitária para o bairro de Palmeiras, em São Gonçalo, um dos municípios mais atingidos pelas enchentes na região da baixada fluminense em abril do ano passado.

Depois de atuar no local com medidas de curto prazo para auxiliar os desabrigados pelas chuvas, a CARE Brasil se empenha agora em implementar ações de reconstrução dos espaços destruídos pelas enchentes e a retomada do cotidiano de seus moradores, com a restauração da economia local e dos meios de sustento das famílias atingidas.

A nova creche será mais moderna e espaçosa, trabalhando com redução de gastos e proteção ambiental ao utilizar energia sustentável (solar e eólica) e reaproveitamento de água. O projeto também traz medidas de prevenção a novos desastres ambientais, protegendo o local contra enchentes (a creche será suspensa do solo, por exemplo, evitando futuras inundações no prédio). A reconstrução da creche no bairro de Palmeiras é uma das ações de longo prazo da CARE Brasil como resposta à emergência no local, contando com a parceria da Instituição Artcreche, organização independente de creches comunitárias de São Gonçalo formada por moradores da cidade.

“A Artcreche foi oficializada nos anos 90, mas já atua há 27 anos, participando ativamente de reuniões com os órgãos municipais”, conta Vicencia Cesário da Costa, integrante do grupo que hoje trabalha ativamente para ajudar as mulheres desabrigadas pelas chuvas.

Vicencia Cesário da Costa, integrante da Artcreche e moradora de São Gonçalo (Foto: CARE Brasil)

Nove creches comunitárias, localizadas em diferentes bairros de São Gonçalo, são administradas pela Artcreche, formando uma rede de ajuda mútua. “Existe uma união muito forte na nossa organização, são várias famílias que se apoiam, mesmo morando em diferentes comunidades. Por isso, depois das enchentes nós quisemos dar uma força pro pessoal dos abrigos, para que eles pudessem voltar para suas casas e para que suas crianças voltassem para as escolas e creches. Assim surgiu a vontade de somar com o trabalho da CARE Brasil e atuar juntos, pois a nossa luta é justamente fazer as creches da cidade existirem, funcionarem direito e atenderem nossas crianças”, explica Vicencia.

Com quase três décadas de atuação, a Artcreche conquistou o respeito das autoridades públicas em relação ao trabalho com educação infantil em São Gonçalo. Para Vicencia, este é “o maior prêmio” recebido pela instituição, que agora planeja expandir suas atividades a níveis estadual e federal, mobilizando ainda mais pessoas.

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Furacão Tomás se aproxima do Haiti

O Ministério da Saúde do Haiti reportou no último dia 30/10, sábado,  337 mortes e 4.764 casos de hospitalização devido ao surto de cólera no país. Sabão e sachês de purificação de água, que são usados para tratar água com sedimentos, são materiais urgentemente necessários.

As autoridades e as organizações de ajuda humanitária trabalham ainda com a possibilidade do furacão “Tomás” atingir a região na próxima semana.

A CARE Haiti desenhou uma estratégia de resposta à emergência e já começou os esforços de mobilização para garantir os recursos necessários para implementar as atividades planejadas:

  • Divulgação de informações sobre a cólera e prevenção na área de Artibonite;
  • Apoio a dois centros de saúde e 17 estruturas menores para preencher as lacunas do setor de saúde
  • Participação em campanhas de sensibilização e prevenção da cólera em Leogane e Carrefour

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