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Haiti, 5 anos de reconstrução

Emilienne Laguerre, de 39 anos, está grávida de 7 meses e se prepara para mudar para um novo abrigo temporário do programa da CARE (Natasha Fillion/CARE)

Quase 3,5 milhões de pessoas sentiram o terremoto de 12 de janeiro que arrasou o Haiti, incluindo toda a população de Porto Príncipe (2,8 milhões de pessoas). A vida de 1,5 milhões de crianças e jovens menores de 18 anos foi impactada e, apesar de todos os esforços de ajuda humanitária, o país demora a se reestabelecer.

A CARE , que começou suas operações no Haiti em 1954, logo após a passagem do furacão Hazel, tem um plano de  investimento de US$ 100 milhões que serão distribuídos em 5 anos para a ajuda e reabilitação do Haiti. A CARE começou a planejar a sua estratégia de longo prazo para a fase de reabilitação de forma coerente com as prioridades do plano de reconstrução nacional do país.

O plano de açaõ da CARE é dividido em três fases e possui  uma ênfase especial em atender as necessidades de mulheres e meninas.

Na fase inicial, a CARE beneficiou mais de 310 mil pessoas, através da distribuição de alimentos, PUR ® pacotes de purificação de água, água, enlatados, kits de higiene, kits de abrigo, kits de reparação de emergência habitacional, colchões, cobertores, kits de recém-nascidos, kits de parto limpo, latrinas, banheiros e outros projetos da promoção de higiene e saneamento.

Agora, já na segunda fase, começam projetos com foco no fortalecimento de programas de saúde, agricultura,  segurança alimentar, educação e geração de trabalho e renda, com o objetivo de beneficiar 125 mil pessoas.

Carpinteiros da CARE e amigos ajudam haitiano a construir sua casa temporária em Carrefour, na área metropolitana de Porto Príncipe (Natasha Fillion/CARE)

Há poucos símbolos de transição melhores que as centenas de abrigos de paredes de madeira e tetos de metal que nascem nas áreas mais atingidas de Leogane e Carrefour.

Medindo aproximadamente 4m por 4,5m, estes abrigos são resistentes ao vento e aos terremotos e são projetados para durar pelo menos três anos e até uma década com adequada manutenção. Isso dá às pessoas tempo suficiente para retomarem as suas vidas  sem a  preocupação de pensar onde poderão descansar.

A posse da terra é uma questão complexa no Haiti. Mas a CARE está trabalhando com os proprietários de terras e com os governos locais para garantir que famílias sem terrra tenham acesso a um lugar seguro para seu abrigo transitório. Comitês de Voluntariado apoiados pela CARE ajudam a identificar as famílias que são particularmente vulneráveis, em que haja mulheres idosas, grávidas e viúvas.

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Após visitas, novas ações planejadas

© CARE Brasil

Bairro Palmeira, em São Gonçalo / Crédito: Divulgação CARE

O coordenador para emergências na América Latina da CARE Internacional, Hauke Hoops, passou três dias (20, 21 e 22/4) em visita às comunidades mais afetadas do Rio de Janeiro. No dia 21 de abril, o diretor executivo da CARE Brasil, Markus Brose, o acompanhou na visita à São Gonçalo.

Após conversas com a prefeita do município, Aparecida Panisset, com representantes de duas ONGs locais (Núcleo de Articulação das Creches Comunitárias e Movimento de Mulheres de São Gonçalo) e com moradores, um plano de atuação foi traçado, com ações imediatas sendo implementadas no bairro Palmeira, onde moram aproximadamente 6 mil famílias.

De hoje (22/4) até começo da próxima semana, o coordenador do programa Rio de Janeiro, Cláudio Vieira, apoiado pelo técnico Marcelo Aranda, estarão encarregados da implementação das ações. Entre elas, uma das prioridades é o fornecimento de água para mil famílias. Cada uma receberá 1.000 litros de água potável que chegarão em caminhões pipa. O critério para a escolha serão as famílias que não estão sendo atendidas pelo serviço de abastecimento emergencial da prefeitura, por morarem em áreas mais remotas.

Outra preocupação está em promover a limpeza e conservação das caixas d’água. Serão providenciadas redes de proteção que serão distribuídas às famílias para evitar a contaminação da água, principalmente pelo mosquito da dengue.

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Arquivado em RJ - São Gonçalo